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Embora seja um tema bastante complexo e que exige dos profissionais muita leitura e busca por informação, vamos tentar explicar de forma objetiva e sintética.
 

Área Classificada é uma atmosfera que contém gás, vapor ou poeira de natureza explosiva, que se presente no ambiente pode ocasionar explosão, e por isso exige cuidados especiais na sua construção, manutenção, instalação e utilização de equipamentos elétricos.

 

No Brasil a Norma que estabelece os requisitos para a montagem e instalação elétrica em áreas explosivas é a NBR 5418 – Instalações Elétricas em Áreas Explosivas. Na verdade há grande limitação sobre normas que tratam desse tema, normalmente recorremos às Normas Internacionais, como as IEC – International Electrotechnical Commission.

 

A Comissão Eletrotécnica Internacional (em inglês: International Electrotechnical Commission, IEC) é uma organização internacional de padronização de tecnologias elétricas, eletrônicas e relacionadas. Alguns dos seus padrões são desenvolvidos juntamente com a Organização Internacional para Padronização (ISO).

 

Uma das principais características das Áreas Classificadas é a denominação das ZONAS, que são adotadas pela NBR para designar o grau de risco encontrado no local.

 

COMO SÃO DIVIDIDAS AS ZONAS?
 
GÁS E VAPOR:
 

– Zona 0 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é contínua ou existe por longos períodos;

 

– Zona 1 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é provável de acontecer em condições normais de operação de processo;

 

– Zona 2 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva é provável de acontecer e se acontecer é por outros períodos, estando associada à operação anormal do equipamento de processo.

 

POEIRA:
 

– Zona 20 – Local em que a atmosfera explosiva, em forma de nuvem de poeira, está presente de forma permanente, por longos períodos ou ainda frequentemente (estas zonas, ao igual que gases e vapores, são gerados por fontes de risco de grau contínuo);

 

– Zona 21 – Local em que a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó está presente em forma ocasional, em condições normais de operação da unidade (estas zonas, ao igual que gases e vapores, são gerados por fontes de risco de grau primário);

 

– Zona 22 – local onde a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó existirá somente em condições anormais de operação e se existir serão somente por curto período de tempo (estas zonas, ao igual que gases e vapores, são gerados por fontes de risco de grau secundário).

 
QUEM É O PROFISSIONAL QUE FAZ O LEVANTAMENTO DE ÁREAS CLASSIFICADAS?
 

O Profissional Habilitado para reconhecer a Área Classificada e fazer os devidos levantamentos é o Engenheiro Eletricista. Decreto Federal Nº 23.569, De 11 Dez 1933, Art.33.

 
QUAIS AS MEDIDAS PREVENTIVAS QUE DEVEM SER ADOTADAS?
 

A principal medida é tomar conhecimento sobre as Normas que tratam desse assunto, pois muito recai sobre a Gestão e sua a organização. É comum algumas NR´s tomarem forma de precaução e estimular o controle dessas áreas explosivas, como exemplo a NR 33, NR 20 e a mais conhecida desse tema, a NR 10.

É fato que para reconhecer na empresa uma Área Classificada requer investimento tanto na estrutura física, quanto na capacitação de pessoas, pois um fator preponderante é o controle rígido sobre os trabalhos a quente e dos materiais que geram faíscas e são fontes de calor.

 

Algumas dicas de proteção em áreas classificadas:

 

– Evitar a formação da mistura explosiva, através de ventilação forçada, pelo fluxo de gás inerte entre outros;

– Isolar a fonte de ignição da atmosfera explosiva interpondo uma barreira física entre a possível fonte de ignição e a referida atmosfera;

– Remoção da fonte de ignição, conceito empregado pela técnica de segurança intrínseca. Remover a fonte é não deixar que ela ocorra na presença de atmosferas explosivas;

– Confinamento da explosão, que é o princípio utilizado pelos invólucros à prova de explosão que não permitem a   propagação da combustão para o meio externo.

 

Cuidados com instalações elétricas em ambientes explosivos:

 

– Redes elétricas, transformador, motores, máquinas e circuitos elétricos devem estar com dispositivos de proteção automáticos, para os casos de curto-circuito, sobrecarga, falta de fase e fuga de corrente;

– Os cabos e equipamentos elétricos devem ser protegidos contra impactos, água e influência de agentes químicos;

– Em locais de ocorrência de gases inflamáveis e explosivos os serviços de manutenção elétrica devem ser realizados sob supervisão, com rede elétrica desligada e a chave de acionamento bloqueada, monitorando-se a concentração de gases;

– Toda instalação, invólucro, carcaça, ou qualquer peça condutora que podem armazenar energia estática com possibilidade de gerar fagulha devem ser aterradas;

– As malhas, os pontos de aterramento e os para-raios devem ser revisados periodicamente, registrando-se os resultados;

– Não alterar jamais os ajustes e características dos dispositivos de segurança, prejudicando sua eficaz atuação.

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